"Ao longo de 2005 e 2006 assistimos a uma série de revelações pop/rock de genética pós-punk. E, convenhamos entre essas estrelas, descobrimos algumas das mais entusiasmantes canções "pop" desses mesmos anos: Love Is A Number dos White Rose Movement, Munich dos Editors, Signs Of Life dos Every Move A Picture, Suzie dos Boy Kill Boy (...). Contudo, na hora de mostrar mais a coisa tem-se complicado... O Segundo album dos The Killers foi mediocre desilusão (...).
Em 2007 esperam-se mais segundos episodios. Mas o que ai se ouve não abre muito os apetites. (...).
Como nos dias do pós-punk original, o single revelou-se afinal, ferramenta fundamental, juntando uma boa mão-cheia de bons one hit wonders á história. Ou seja, nada de novo na história da pop que salvo na décade de 90, se fez de essencialmente de muitos singles e ocasionais albuns, poucos sendo os que verdadeiramente resistem ao clássico "dificil segundo disco". esses são apenas tijolo seguros em carreiras mais solidas. e, desta facção (pós-punk) da geração 00, apenas dos Franz Ferdinand e The Strokes rezará a história."
Excertos da crónica publicada na revista 6ª do Diario de Noticias de 19 de Janeiro de 2007 por Nuno Galopim.
Publiquei-a aqui, pois parece-me um reflexão muito sóbria feita por quem muito sabe de música e do que a rodeia.
Tambem eu já tive oportunidade de ouvir os segundos albuns de Block Party e de Clap Your Hands Say Yeah por exemplo, e pareceram-me á primeira audição, discos menos conseguidos e sem "aquele" tema capaz de ficar no ouvido ou de figurar num qualquer anuncio de telemovel, adivinhando-se quem sabe, o principio de fim destas duas bandas.
Seria quem sabe mais sensato editar singles com 2 ou 3 musicas, a preços mais convidativos para quem os compra e capazes de fazerem maior sucesso junto do grande público, do que lançar maçadores Lp's sem rasgos de génio ou sem trazerem nada de novo.
O que me dizem?